Background
Lack of skills on how to diagnose and manage obstetric emergencies contribute to substandard institutional care and preventable maternal deaths in Brazil. Simulation-based obstetric emergency team training can reduce adverse maternal outcomes. However, this type of training is expensive and not widely available, especially in low resource settings. We present the experience of a private-public partnership that offered a two-day obstetric emergency simulation-training course to hundreds of Brazilian professionals working in the public sector. We also present participants´ short-term learning outcomes (Kirkpatrick's level 2) and satisfaction (Kirkpatrick's level 1).
Conclusions
This successful experience of a private-public partnership to offer obstetric emergency simulation training required strategic organization and a strong commitment from both sides. This promising private-public partnership model could be replicated in similar settings. The training course obtained high satisfaction scores and significantly improved the knowledge of public-sector health professionals on how to manage the main causes of maternal mortality. Introdução: Deficiências na capacidade de diagnosticar e tratar emergências obstétricas contribuem para um tratamento hospitalar de menor qualidade e mortes maternas evitáveis no Brasil. O treinamento por simulação de equipes para atender emergências obstétricas pode reduzir desfechos maternos adversos. Porém, esse tipo de treinamento não é disponível em larga escala, especialmente em locais com poucos recursos. Apresentamos a experiência de uma parceria privado-pública que ofereceu um treinamento por simulação de dois dias sobre emergências obstétricas para centenas de profissionais de saúde brasileiros que trabalhavam no setor público. Também apresentamos a melhora dos conhecimentos dos participantes no curto prazo (nível 2 de Kirkpatrick) e sua satisfação (nível 1 de Kirkpatrick). Métodos: Este foi um estudo não experimental do tipo antes-e-depois. O treinamento gratuito, com duração total de 16 horas, foi oferecido ao longo de 14 meses no centro de simulação de um grande hospital privado, usando cenários multidisciplinares e modelos. O treinamento consistia de quatro módulos (4 horas cada) sobre pré-eclampsia/eclampsia, hemorragia, sepse e reanimação. Ao final de cada módulo, os participantes preencheram um questionário anônimo para avaliar sua satisfação. A aprendizagem foi avaliada comparando as notas dos participantes nos testes realizados antes e depois de cada módulo. Usamos os testes de Wilcoxon, Kruskal-Wallis e Friedman para as análises estatísticas. Valores de P < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: 340 profissionais de saúde (117 médicos, 179 enfermeiras e 44 técnicas de enfermagem) que trabalhavam em 33 hospitais públicos brasileiros foram treinados. Houve um aumento significativo nos escores dos testes realizados após cada módulo. O aumento médio dos escores foi de 55% no módulo de hipertensão e de 65–69% nos módulos de hemorragia, sepse e reanimação (p = 0,019). A aprendizagem das enfermeiras e técnicas de enfermagem foi semelhante nos módulos de hipertensão, hemorragia e sepse, e significativamente maior do que a dos médicos (p < 0,05). A satisfação média dos participantes, numa escala de 0 a 10, variou de 9,6 (módulo de hipertensão) até 9,8 (módulo de reanimação). Conclusões: Essa exitosa experiência de uma parceria privado-pública para oferecer treinamento em emergências obstétricas usando simulação exigiu organização estratégica e um firme empenho de ambos os parceiros. Esse modelo promissor de parceria privado-pública pode ser repetido em locais semelhantes. O treinamento teve notas de satisfação elevadas e aumentou de forma significativa o conhecimento de profissionais de saúde do setor público sobre como conduzir os casos responsáveis pela maioria das mortes maternas.
Methods
This was a non-experimental before-and-after study. The free 16-h course was held over a 14 months period in a large private hospital's simulation center using multidisciplinary scenario and model-based training. The training sessions consisted of four (4-h) modules on pre-eclampsia/eclampsia, hemorrhage, sepsis and resuscitation. An anonymous questionnaire collected participants´ satisfaction at the end of each module. Learning outcomes were assessed by comparing differences in participants´ pre- versus immediate post-course test scores. Wilcoxon, Kruskal-Wallis and Friedman tests were used for statistical analyses. P < 0.05 was considered significant.
Results
340 professionals (117 doctors, 179 registered nurses-RN and 44 licensed practical nurses-LPN) working in 33 public Brazilian hospitals were trained. There was a significant increase in post-course test scores in all four modules. On average, scores increased 55% in the hypertension and 65-69% in the hemorrhage, sepsis and resuscitation modules (p = 0.019). Knowledge acquisition of RN and LPN was similar in the hypertension, hemorrhage and sepsis modules and significantly higher than doctors´ (p < 0.05). On a 0 to 10 scale, mean overall satisfaction ranged from 9.6 (for the hypertension module) to 9.8 (for the resuscitation module). Conclusions: This successful experience of a private-public partnership to offer obstetric emergency simulation training required strategic organization and a strong commitment from both sides. This promising private-public partnership model could be replicated in similar settings. The training course obtained high satisfaction scores and significantly improved the knowledge of public-sector health professionals on how to manage the main causes of maternal mortality. Introdução: Deficiências na capacidade de diagnosticar e tratar emergências obstétricas contribuem para um tratamento hospitalar de menor qualidade e mortes maternas evitáveis no Brasil. O treinamento por simulação de equipes para atender emergências obstétricas pode reduzir desfechos maternos adversos. Porém, esse tipo de treinamento não é disponível em larga escala, especialmente em locais com poucos recursos. Apresentamos a experiência de uma parceria privado-pública que ofereceu um treinamento por simulação de dois dias sobre emergências obstétricas para centenas de profissionais de saúde brasileiros que trabalhavam no setor público. Também apresentamos a melhora dos conhecimentos dos participantes no curto prazo (nível 2 de Kirkpatrick) e sua satisfação (nível 1 de Kirkpatrick). Métodos: Este foi um estudo não experimental do tipo antes-e-depois. O treinamento gratuito, com duração total de 16 horas, foi oferecido ao longo de 14 meses no centro de simulação de um grande hospital privado, usando cenários multidisciplinares e modelos. O treinamento consistia de quatro módulos (4 horas cada) sobre pré-eclampsia/eclampsia, hemorragia, sepse e reanimação. Ao final de cada módulo, os participantes preencheram um questionário anônimo para avaliar sua satisfação. A aprendizagem foi avaliada comparando as notas dos participantes nos testes realizados antes e depois de cada módulo. Usamos os testes de Wilcoxon, Kruskal-Wallis e Friedman para as análises estatísticas. Valores de P < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: 340 profissionais de saúde (117 médicos, 179 enfermeiras e 44 técnicas de enfermagem) que trabalhavam em 33 hospitais públicos brasileiros foram treinados. Houve um aumento significativo nos escores dos testes realizados após cada módulo. O aumento médio dos escores foi de 55% no módulo de hipertensão e de 65–69% nos módulos de hemorragia, sepse e reanimação (p = 0,019). A aprendizagem das enfermeiras e técnicas de enfermagem foi semelhante nos módulos de hipertensão, hemorragia e sepse, e significativamente maior do que a dos médicos (p < 0,05). A satisfação média dos participantes, numa escala de 0 a 10, variou de 9,6 (módulo de hipertensão) até 9,8 (módulo de reanimação). Conclusões: Essa exitosa experiência de uma parceria privado-pública para oferecer treinamento em emergências obstétricas usando simulação exigiu organização estratégica e um firme empenho de ambos os parceiros. Esse modelo promissor de parceria privado-pública pode ser repetido em locais semelhantes. O treinamento teve notas de satisfação elevadas e aumentou de forma significativa o conhecimento de profissionais de saúde do setor público sobre como conduzir os casos responsáveis pela maioria das mortes maternas.
